segunda-feira, 16 de abril de 2018

Eu celebro tua vida



(ag. fósforo)


Abrindo a manhã, recebi pelo zap, um pequeno texto falando de abraços, especialmente abraço de filho(a), que me emocionou. Bem descrito, bem, exemplificado, bem oportuno. Abraço, gesto único, indistintamente acolhedor que envolve e acarinha ao mesmo instante, fala sem emitir sons, promete e confirma, declara o amor sem proferir palavras, mas as grava indelevelmente no espaço entre os braços. 
Hoje, sinto a falta deste abraço físico na minha filhota aniversariante que mora lá longe, nas terras do norte. É verdade que nos falamos quase todos os dias, mas, ainda não é pra mim o suficiente.Estou sendo exigente, confesso, mas tenho salvo-conduto materno, n'est pas!

Pra dona do sorriso mais genuíno que há, replico trecho da letra da canção do compositor Luiz Vieira, que  bem lhe traduz:

" Você é isso: uma beleza imensa
Toda recompensa de um amor sem fim.
Você é isso: uma nuvem calma
no céu de minh'alma; é ternura em mim..."



Amor imenso foi e é teu signo de vida, filha amada. Nele nasceste e nele permaneces imersa e abençoada.
Felicidades constantes te acompanham brindando teus dias. Eu celebro tua vida!             Te Amoooooo!
PARABÉNS!



( ramada no nosso muro)


Transcrevo abaixo o texto recebido.

"Abraço de filho/filha deveria ser receitado por um médico(a).
Há um poder de cura no abraço que ainda desconhecemos.
Abraço cura ódio. Abraço cura ressentimento. Cura cansaço. Cura tristeza. Quando abraçamos soltamos amarras. Perdemos por instantes as coisas que nos têm feito perder a calma, a paz, a alma...
Quando abraçamos baixamos defesas e permitimos que o outro se aproxime do nosso coração. Os braços se abrem e os corações se aconchegam de forma única.E, nada como abraço de filho/filha...
Abraço de " Eu amo você!"
Abraço de "Que bom que você está aqui!"
Abraço de" Ajude-me!"
Abraço de " Urso carinhoso."
Abraço de " Até Breve!"
Abraço de " Saudade!"
Quando abraçamos somos mais do que dois; somos família, somos planos, somos sonhos possíveis. E, abraço de filho/filha, deveria sim, serem receitados por um médico(a), pois, rejuvenesce a alma e o corpo."

( desconheço autoria__ se alguém souber a respeito, por favor me avise para que eu dê os devidos créditos).



sexta-feira, 6 de abril de 2018

Unidades, Dezenas...uni-duni-tê


O som dos repiques soou alto desde que março chegou e agora, já abril, a bateria segue cadenciada nas aulas de matemática e em ritmo constante. Lições, estudos, coleta de dados, sim, porque os pequenos não fazem pesquisa eles coletam dados informativos sobre os temas selecionados,  avançam progressivamente nos dias destes primeiros meses.

Vira-se meu neto mais velho: __ Vó, tenho de saber as tabuadas do 2 até a do 5. Você me toma?
Sentamos num lugar calmo da casa e começamos a cantilena.Lá pelos 2x8, perguntei:
___ Por que o resultado é 16?
Ele me olhou espantado respondendo prontamente: ___ Porque sim, ué!

Me arrepiei até a medula...pááára tudo. Comecei imediatamente a juntar todas as tralhas pequenas da casa e iniciamos as contagens no QVL(quadro valor de lugar) que fiz às pressas em papel pardo.Ele me olhava atento como quem se pergunta" esta é mesmo minha avó?"

Dias depois, me abasteci de uma centena de palitos de picolé e um rolo de barbante pra limitar os conjuntos das unidades. Estava devidamente inaugurada a etapa dos estudos construtivistas da formação numérica aditiva e multiplicativa.Nome pomposo, mas é apenas o estudo concreto das operações, ou seja, o porquê dos resultados obtidos nas mesmas.
Exemplo: 2x8 =  IIIIIIII + IIIIIIII __ duas vezes oito unidades ( somados)=16   ;) 

Assim, todo domingo à tardinha temos nossos joguinhos de tabuada construída concretamente.Este método dará a ele embasamento tarimbado pras construções numéricas de altos valores, como milhares, milhões, etc; só torço, pra que quando ele chegue na vida adulta não encontre mais notícias do tipo: 

"O Brasil produz 250 mil toneladas de lixo/dia.
O Oceano Pacífico tem a maior lixeira do mundo sob suas águas, contabilizando 100 milhões de toneladas de lixo.
O Estado do Rio tem 47 mil crianças em abrigos e muitas delas possuem pais vivos."

Os números nacionais e mundiais nos causam espanto.Lástima!



O quê é, o quê é que está no pote de vidro da foto?



quinta-feira, 22 de março de 2018

Canções trazem a pessoa amada


 A manhã por aqui foi aberta com a visita risonha da Dona Saudade.Um dos meus rituais matinais é ligar a chama do fogão pra ferver a água do café enquanto tomo meu suco de fruta e sintonizo o rádio em FM-bonitas melodias( 94.4) e, foi justo nesse instante que tocava : "Eu amei te ver", música preferida do netinho Felipe que a canta inteirinha e com total desenvoltura; aí é que a saudade bateu grande e forte.
O que me traz um alento é poder contar com as mídias atuais. Corri pra mandar recadinhos  e bater um papinho rápido com ele e a irmã, ambos se aprontando pra natação. Saudade acalmada, mas sempre presente deixa ressoar o barulho da chuva forte caindo lá fora, enquanto toca agora no radinho que não é de pilha,  Águas de Março em perfeita sintonia... " é pau é pedra é o fim do caminho, é um resto de toco, é um pouco sozinho[...] 
Sou suspeita nos elogios ao cancioneiro da boa MPB, mas esta canção me arrebata a cada verso de sua cadenciada descrição dos fatos e das coisas tão conhecidas e ao mesmo tempo, por vezes, despercebidas. Uma ode ao real e ao encanto que nele reside. 


É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho.
É um caco de vidro, é a vida, é o sol,
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol,
É peroba do campo, é o nó da madeira,
Caingá candeia, é o Matita Pereira... 



É madeira de vento, tombo da ribanceira,
É um mistério profundo, é um queira ou não queira,
É o vento ventando, é o fim da ladeira,
É a viga, é o vão , festa da cumeeira,
É a chuva chovendo, conversa ribeira
das águas de março, é o fim da canseira.
É o pé, é o chão é a marcha estradeira...




É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã,
É um resto de mato na luz da manhã,
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração[...]"
(Águas de março- Tom -mestre- Jobim)


Chegue Outono, com águas lavadeiras,
com límpidas renovações,com brilhos vívidos
e céus desenhados em cores fortes,
em matizados, arcabouços de promessas,
com mudanças escolhidas,
com fontes regeneradas, com curas e
com bençãos espargidas.
Vem Outono, te recebo e te abraço!
( Eu)
~*~*~*~ 


Recomendo a leitura dos posts super interessantes da dra. Cristiane Marinho_ mulheresemcirculo- luz.blogspot.com ( aqui)











terça-feira, 6 de março de 2018

Abraços postados



Fiz um certo segredinho é verdade. Abusei um pouquinho da curiosidade natural, mas foi com boa intenção.Queria guardar a surpresa pro momento das entregas. Como estas já se efetivam por vários cantos do país, levanto as cortinas e apresento oficialmente minhas modestas arteirices.

Desde que comecei a acompanhar as várias aventuras do nosso Verdinho, senti necessidade de agradecer em forma mais concreta aos participantes que tão carinhosamente abraçaram o movimento.

Por mais redundante que possa ser, reafirmo que nossa blogosfera particular é sítio especial, mantenedor de inúmeras alegrias, interações e amizades frequentes; motivo de júbilo.

Daí, como já contei em postagem passada, reativei meus parcos saberes em cartonagem pra confeccionar uns mimozinhos  referentes ao projeto. Assim nasceu a dupla bloquinho & calendário, marca Verdinho; uma maneira de reter impressa a feliz interação ocorrida.Iniciado em fevereiro passado, com o primeiro vôo partindo das terras gaúchas e o segundo das terras paulistanas, o passarinho viajor ganhou milhas inimagináveis por mim, tornando-se até internacional.Um assombro pra este pequenino viajor.

Por isto e por tudo o mais, agradeço reiteradamente a todos(as) que gentilmente abraçaram o "Diário do Verdinho" e o fizeram tornar-se realidade.

Muito Obrigada, de coração!

* Sintam-se desobrigados(as) a comporem postagens sobre os mimos recebidos. Fico muito contente em ter podido, modestamente, levar-lhes meu abraço em forma de arteirices.





segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Portos de passagem

(by Tica)

Só as luzes multicoloridas dão a perceber que algo se move lá no horizonte da baía. Um após outro, quase fazendo fila indiana, zarpam os transatlânticos do porto do Rio repletos de turistas já que findo o carnaval. 

Da minha varanda acompanho há dias toda movimentação nas águas da baía. Um vai e vem contínuo. Saem os gigantes luxuosos, entram cargueiros abarrotados. Os contêineres simulam pilhas de enormes tijolos arrumadinhos na mesma proporção.

E lá se vão os que deixam o porto da cidade rumo ao mar aberto, ao oceano tracejado  pelas rotas que os conduzirão de volta ao porto de origem. 

( by Tica)

Na balaustrada emprestam do luar as últimas vistas da terra recém-conhecida, das belezas que viveram, das emoções que sentiram, as quais torço que tenham sido somente positivas.Despedem-se silenciosamente dos dias aqui passados, dos momentos bem celebrados e, intimamente, se prometem retornar para ver o que não foi visto.


(by Tica)

A luzes vão diminuindo  ante os olhares saudosos, enquanto o casco do navio singra o marulhar das águas desenhado em espuma.

Faço votos que voltem sim, para outras visitas e, que nas próximas ocasiões encontrem a cidade restaurada em seu brilho original, fluídica em sua merecida cotidianidade, pacífica e ordeira como já foi décadas passadas, tranquila e buliçosa em noites estreladas, festiva e bem humorada tendo a lua como farol apaziguador, a população respeitosa e respeitada convivendo em harmonia, a vida fulgurante restabelecida na Cidade Maravilhosa.         Faço votos...