sábado, 3 de dezembro de 2016

Brecha para sorrisos





A semana foi envolta em tristezas, em assombros e descrenças, mas não só... ainda bem.O povo brasileiro chorou por cada acontecimento.Os dias se mostravam nebulosos, opacos, porém, nem todos. Teve um que salvou o sorriso da semana.




Um encontro ultra alegre e muito esperado por todas nós, blogueiras animadas, unidas pela palavra agregadora, pelas criações motivadoras, pelos incentivos e apoios sempre presentes.
E, nesta semana triste, o céu abriu uma brecha pros sorrisos francos das amizades cultivadas.



Pela vez: Eu, Aleska Lemos( ameninadasideias.blogspot),Rosélia(espiritual-amizade.blogspot), Verena (  bichinhos amados.blogspot) e Jack Lins ( meuscantinhos.blogspot)




Trocas de mimos carinhosos, afagos n'alma, energia benta.


No burburinho alegre do encontro, um lançamento especial; mais uma publicação da amiga Rosélia,
"Meu Eu poético"!




Gostosuras e travessuras movidas na força criadora feminina enfeitaram a tarde maravilhosa.

Outras se seguirão, com certeza, viram meninas! 





domingo, 27 de novembro de 2016

Domingueira de praia e sol








O nosso chamado" conhecimento prévio" sobre tudo o que nos cerca, que nos é familiar, desenha em nossas vistas o cenário antecipado do que será visto ou sentido. Quando começamos a preparar o cardápio semanal ou o planejamento duma escapada rápida pro próximo final de semana, temos o cenário antevisto com certa nitidez como pano de fundo das escolhas feitas o quê nos deixa seguros do que pretendemos e iremos encontrar.    
É mesmo reconfortante dispomos destas capacidades mescladas na memória familiar e no conhecimento adquirido.Tal qual uma história lida e relida, o enredo principal está mais que sabido.Se algum novo detalhe se apresenta, nada mais é que isso, um detalhe a mais no mundo conhecido.

Os sons, sabores, temperaturas, odores numa praia são ultra familiares pra muitos de nós.Sabemos de antemão o que nos aguarda num dia praiano ensolarado.Correto? Nem sempre, nem tudo!!Ao passo ritmado do meu caminhar no calçadão lotado desta domingueira, minha única preocupação era desviar-me dos ciclistas estabanados que pedalam em disparada pela extensão do calçadão.Cabeça nas nuvens , olhos no horizonte, preces no coração e um perfume de talco de neném invadindo o passeio.Cheiro sentido, e identificado. Mas aqui, como assim? Assim mesmo, aqui neste local conhecido repleto de outros odores característicos, chegou mais este, antigo e invasor.Um perfeito marco dos tempos atuais, dos modismos que pegaram pra valer nos hábitos do povo praieiro: o espaço-bebê, com seus brinquedos, carrinhos, mamães e papais agitados e, claro, os bebês e suas miudezas.

Água de coco, sorvete, cerveja, maresia e perfume de bebê, componentes indispensáveis num domingo de praia.






sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Tarde novidadeira






Me animei e saí a passeio pelas novidades da cidade. Ainda não conhecia o novo espaço Reserva Cultural que abriga um complexo de atrativos bem interessantes e, olhem que acompanhei grande parte da obra em andamento e seria imperdoável não conferir tudinho depois de pronto e inaugurado. Ficou muito aprazível. 




Tem diferentes opções de lazer além das salas de cinema no mezanino/mirante. Tamanha comodidade e bom gosto das novas salas cinematográficas contrasta na história da primeira sessão de cinema exibida no Brasil.Consta que foi em 1896, numa sala alugada do Jornal do Commercio, na rua do Ouvidor, centro do Rio, por iniciativa do belga Henri Paillie, um exibidor itinerante.




Hoje popular mas, na época, a rua do Ouvidor era sofisticada, a mais importante da então capital do país.Imaginem o buxixo que deve ter sido esta primeira sessão de cinema. Quem não foi convidado ou não conseguiu ingresso deve ter se mordido de raiva(risos).



Voltando ao presente, a foto destaca este enorme vão que abriga uma livraria bem sortida, uma sala pra exposições artísticas de diferentes temas, um bistrô, uma pizzaria, um café; além de contar com uma ambientação ajardinada.





Foi bem gostosa minha excursão pelo espaço novidadeiro com direito a desfrutes adocicados. 




Um ótimo desfecho, vcs não acham?






quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Editar - verbo moderno








Acho a maior graça quando ouço meu neto de seis anos declarar que vai editar um desenho que fez na tela do ipad e, ainda me convida a pintar com ele. Tudo na maior naturalidade. Tudo tão simples e tão comum;pra ele. Sigo seus movimentos, ouso cores e peço sua opinião enquanto na tela de fundo da mente passa em sépia o filme das minhas próprias edições em aventuras gráficas com papel, lápis e borracha.Máquinas manuais e imprescindíveis noutros tempos.
Ter-se habilidade em seus usos requeria tempo e esforço, dedicação e perseverança, capricho, muito capricho.Os trabalhos escolares eram verdadeiros painéis artísticos, salvo exageros.Se uma letra titular saía torta, chegava a trazer suspiros desalentadores ao peito. Sim, porque nem todas as borrachas eram capazes de "editar" o erro acontecido. Havia as tais específicas para caneta que eram na verdade, desastrosas, manchavam mais que eliminavam o indesejável.Cada página de apresentação em trabalhos escolares tinha de ser impecável, afinal, mais que a nota da avaliação, importava a exposição do dito no mural da sala. Então, o esmero na apresentação rivalizava com a pesquisa de conteúdo, ambas detalhadas e caprichadas.Entre réguas, compassos, lápis e pincéis, normógrafos e figuras, ia-se compondo uma peça ilustrativa e clara sobre os temas pedidos pela professora.
Não tenho informação de como se dá tal atividade hoje em dia. As colegas na ativa, aqui da blogosfera, poderão me dizer como a prática se adaptou aos avanços tecnológicos, mas de antemão afirmo que, não há de ter o mesmo esmero cuidadoso de antes quando toda confecção exigia múltiplas habilidades dos alunos.



Um breve trecho do artigo do colunista Almandrade/ portalArtes, em: " Falar sobre a obra de arte"___ 


"A obra de arte é, muitas vezes, uma superfície para o olhar pretensioso do observador arremessar inquietações e localizar fantasmas. Se quem olha inventa realidades, quem escreve imagina no texto verdades suspeitas, que apenas aproximam ou interrogam o trabalho do outro. Recomenda-se ficar em silêncio, para se escutar o diálogo dos personagens que desenham a paisagem do objeto de arte. Eles fazem parte da memória da arte. Escutar o som que vem das cores, das formas e das linhas e os acordes de um movimento brusco de um pincel que deixa rastros, que marcam a certeza e a incerteza da mão..."







domingo, 23 de outubro de 2016

Guardadora de memórias







" As memórias e as emoções andam juntas.Emoções intensas fazem lembrar melhor."
( Ivan Izquierdo)


Desconfio que sou uma guardadora de memórias, a exemplo de Pessoa e seus rebanhos.Continuo indo meio à margem de algumas mídias, meio lá, meio cá. Por vezes banhando os pés na marola rasa, por outras pisando na relva familiar. Uso prudência como escudo para receios ao novíssimo, ao espetaculoso e, não tangencio certos costumes.Aprecio, pratico e pronto.

Já tenho um respeitável acervo de fotos dos netos e netas reveladas e devidamente organizada em álbuns tradicionalíssimos, dos quais tenho até ciúme. Bem avarenta, eu. Mas, tenho salvo-conduto, pois se pudessem ver a cara de satisfação cobiçosa do povo grande da família ante as fotos que tenho, me dariam razão pra tal avareza.É um tal de "ohs" suspirados, " veja esta foto linda", "esta eu não conhecia", que meu alerta amarelo pisca enlouquecido e me faz repetir como vitrola pra vinil:

 __ São lindas, mas são minhas. Se quiserem cópia, façam a lista que apronto pra vcs.

Se souberem aproveitar minha generosidade limitada(rs), muito bem, pois é só o que conseguirão neste departamento.Meus álbuns são meu museu particular, guardam  e contam nossas histórias de momentos únicos e felizes.Isso, pra mim é motivo mais que suficiente pra cuidar e resguardar essas memórias queridas.




Velha chácara
A casa era por aqui…
Onde? Procuro-a e não acho.
Ouço uma voz que esqueci:
É a voz deste mesmo riacho.

Ah quanto tempo passou!
(Foram mais de cinqüenta anos.)
Tantos que a morte levou!
(E a vida… nos desenganos…)

A usura fez tábua rasa
Da velha chácara triste:
Não existe mais a casa…

- Mas o menino ainda existe.
Manuel Bandeira